Como evitar o candiru: mitos e verdades sobre o peixe-vampiro da Amazônia
Entenda os hábitos do temido peixe da Bacia Amazônica e saiba quais cuidados tomar para evitar acidentes durante a sua pescaria, segundo a Pescaria S/A.
Por Redação Pescaverso · 27/09/2026 · Bacia Amazônica · 2 min de leitura

O candiru, cientificamente chamado de *Vandellia cirrhosa*, é um pequeno peixe de água doce famoso na Bacia Amazônica. Conhecido também como peixe-vampiro, ele tem um corpo esguio que normalmente mede menos de duas polegadas de comprimento. Apesar do tamanho reduzido, sua fama gera muita preocupação entre os pescadores que frequentam rios do Brasil, Peru e Bolívia.
De acordo com informações da Pescaria S/A, esse peixe tem hábitos parasitários e costuma se fixar nas brânquias de espécies maiores para se alimentar de sangue e fluidos corporais. Ele prefere habitar águas lentas ou paradas, como pequenos riachos, afluentes e áreas de florestas inundadas, sendo capaz de se enterrar na lama para escapar de predadores.
Os mitos e a atração pelo cheiro
O maior temor associado ao candiru é a sua capacidade de entrar na uretra humana. Embora esse acidente realmente possa acontecer, a Pescaria S/A esclarece que se trata de uma ocorrência rara e não de um ataque direcionado ao ser humano. O peixe não se alimenta de sangue humano na sua rotina. O problema ocorre porque o candiru pode confundir o rastro da urina na água com o fluxo respiratório de seus hospedeiros naturais.
Dicas práticas de prevenção na água
Para quem pesca ou navega na região amazônica, alguns cuidados simples ajudam a evitar qualquer proximidade indesejada com a espécie. A prevenção passa por hábitos corretos no rio e atenção redobrada com os peixes capturados. - Evite urinar diretamente na água, pois o odor atrai o peixe. - Use roupas de proteção adequadas, como trajes de mergulho ou peças que cubram totalmente a região genital. - Fique atento a sinais de infestação em peixes maiores, como vermelhidão ou inchaço nas brânquias. - Evite manusear peixes grandes que apresentem esses sintomas de parasitismo.
Na parte reprodutiva, a espécie realiza fertilização externa. Durante o período de reprodução, os machos perseguem e mordem as fêmeas para liberar o esperma na água, onde os ovos são fertilizados e aderem a plantas até eclodirem. As larvas resultantes se alimentam de organismos aquáticos microscópicos até crescerem.
Com essas informações e cuidados básicos, o pescador pode realizar suas atividades na Amazônia com muito mais segurança. Respeitar o ambiente desses pequenos parasitas e adotar as medidas de proteção certas garante uma jornada tranquila sem imprevistos com o temido peixe-vampiro.
Fontes
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