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Como o forte El Niño previsto para 2026 e 2027 pode mudar as pescarias no Brasil

Fenômeno climático tem alta probabilidade de ser o mais intenso desde 1950, alterando chuvas, nível das águas e a produtividade nos rios e mares.

Por Redação Pescaverso · 17/09/2026 · Brasil · 1 min de leitura

Rio Araguaia, Aruanã, fronteira entre Goiás e Mato Grosso, agosto de 2025 (19).jpg
Foto ilustrativa: Fronteira · CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

De acordo com informações da Revista Pesca & Companhia, as projeções do Centro de Previsão Climática da NOAA apontam mais de 90% de chance de um El Niño muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Existe ainda 75% de probabilidade de este ser o fenômeno mais intenso registrado desde o ano de 1950, o que promete mexer diretamente com a rotina dos pescadores brasileiros.

As mudanças climáticas devem alterar o regime de chuvas, a temperatura da água e o nível dos rios pelo país. No Norte e Nordeste, a previsão de seca pode dificultar a navegação. Já no Sul, o excesso de chuva aumenta o risco de cheias, afetando estruturas de pesca e alterando a temperatura da água, o que mexe com o metabolismo dos peixes.

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Impactos no mar e nos rios

No ambiente marinho, o aquecimento das águas pode afastar cardumes e diminuir a produtividade. O pesquisador Paulo Ricardo Schwingel, da Univali, destacou em publicação da universidade que o fenômeno preocupa o setor pesqueiro, pois historicamente o El Niño forte provoca quedas na captura de espécies como a sardinha e o bonito-listrado no litoral de Santa Catarina.

Nos rios, a situação varia. A menor quantidade de água pode concentrar os peixes em canais menores, enquanto o excesso de chuva espalha as espécies pelas áreas alagadas. Para o pescador que está planejando sua próxima viagem, a recomendação é monitorar de perto as condições locais, o nível das águas e conversar com guias da região antes de definir o destino.

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