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Invasão de sargaço no Norte e Nordeste prejudica a pesca e acende alerta para o setor

Estudo aponta que acúmulo de algas reduz oxigênio da água e afeta a atividade pesqueira; Pará registrou recorde de 42,8 mil toneladas em 2025.

Por Redação Pescaverso · 24/09/2026 · Salinópolis/PA · 1 min de leitura

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Foto ilustrativa: Olympic National Park · Public domain, via Wikimedia Commons

Grandes volumes de sargaço pelágico estão chegando às praias do Norte e Nordeste do Brasil, trazendo sérios problemas para os pescadores e para a vida marinha. De acordo com o Terra da Gente (g1), o acúmulo dessas algas em decomposição diminui o oxigênio da água, o que prejudica diretamente os peixes e atrapalha o trabalho de quem depende do mar.

Um estudo publicado em 2026 mapeou a situação e reuniu 51 registros de encalhes na costa brasileira entre os anos de 2010 e 2025. Os pesquisadores apontam que a comunidade costeira e a imprensa costumam notar esses eventos rapidamente, mas a comprovação científica pode demorar anos para ser documentada.

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O caso mais impressionante aconteceu em março de 2025, nas praias de Salinópolis, no Pará. Na ocasião, cerca de 42,8 mil toneladas de sargaço invadiram a região, tornando-se o maior volume já registrado na pesquisa. Outros episódios analisados oscilaram entre 174 e 1.843 toneladas.

Segundo o pesquisador Geison Mesquita, da FZEA-USP, que ajudou a medir o desastre no Pará, apenas 4% de todo o sargaço foi retirado da praia, mesmo com o uso de caminhões do governo e da prefeitura. Os cientistas ainda estudam as causas exatas do fenômeno, que envolvem mudanças nos ventos, correntes oceânicas e excesso de nutrientes na água.

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