Pesca esportiva se consolida como pilar do ecoturismo e da preservação nos rios brasileiros
Atividade movimenta bilhões de reais, gera empregos em comunidades ribeirinhas e valoriza o peixe vivo em mais de 30 vezes em relação ao consumo.
Por Redação Pescaverso · 27/09/2026 · Brasil · 1 min de leitura

No Dia Mundial do Turismo, comemorado em 27 de setembro, a pesca esportiva se destaca como uma das atividades mais rentáveis e sustentáveis do ecoturismo global. De acordo com a Fish TV, o segmento atrai pescadores de vários países para os rios do Brasil, impulsionando a economia de comunidades ribeirinhas e promovendo a conservação ambiental por meio do pesque e solte.
O impacto econômico do setor é gigante. Dados do Sebrae apontam que o ecoturismo responde por 60% de toda a movimentação turística no Brasil. Para se ter uma ideia do potencial, no estado do Amazonas, a temporada de pesca atrai cerca de 30 mil turistas por ano, gerando um faturamento de 500 milhões de reais para guias, pousadas e o comércio local.
O valor do peixe vivo
A prática do pesque e solte mostra que manter o peixe na água é muito mais lucrativo do que o abate. Um levantamento da Superintendência de Pesca do Paraná revelou que cada quilo de peixe capturado e devolvido à água movimenta, em média, R$ 942 na economia local com gastos em guias, hospedagem e equipamentos. Se o mesmo animal fosse abatido para o consumo, renderia apenas cerca de R$ 30.
Além do mercado nacional, o Brasil atrai estrangeiros interessados em fisgar gigantes como o tucunaré e o pirarucu. O país registrou quase 9,3 milhões de visitantes internacionais em 2025, injetando R$ 41,5 bilhões na economia, com muitos desses turistas buscando destinos consagrados como a Amazônia, o Pantanal e o Rio Araguaia.
Fontes
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